Crescemos?

Fim de ano chegando e eu me indago: fiz tudo que eu podia fazer? Foi o meu melhor?

Fazer algo por uma pessoa carente de pão, necessitando de agasalho, precisando de um sorriso, um minuto de atenção, trouxe ao meu coração a certeza de que dei o máximo de mim?

Se consigo responder SIM a uma dessas perguntas, então este ano foi de crescimento para mim. Que bom ! Bom, porque a lei natural da vida é crescer e se eu continuo crescendo emocionalmente, psicologicamente e espiritualmente, então eu estou servindo ao propósito para o qual Deus me criou.

Ao terminar de formar o ser humano ELE disse: “Cresçam …” Ao firmar uma aliança com Noé após o dilúvio ELE disse: “Cresçam …” então, crescer é parte de nós, está em nós e se não crescemos, estamos incompletos, falta algo.

Podemos dizer que crescemos neste ano de 2020?
E de que modo crescemos?
Como ervas daninhas?
Como sementes plantadas que florescem e frutificam?
É importante crescer, mas é essencial crescer de modo correto para não ser cortado fora.
Na parábola da videira e seus ramos, Jesus contou essa estória sobre a planta que cresce desordenadamente e precisa ter seus ramos cortados para que cresça da maneira correta.

Como foi nosso crescimento neste ano de 2020?
Crescemos em compreensão para com os outros? Ou crescemos em fofoca sobre os outros?
Crescemos em consideração para com nosso próximo? Ou crescemos em maldade para com nossos semelhantes?
Aprendemos a perdoar? Ou aprendemos a alimentar rancor?

Esse é o momento para fazer uma pausa na correria desenfreada de fim de ano e refletir sobre isso. Ainda da tempo de consertar o que não está correto. Pedir a Deus que venha podar para longe, nossos ramos tortos, pedir que ELE venha arrancar de nós as folhas secas, para que a gente floresça e frutifique e cresça para a Glória de Deus e não para a nossa própria glória, porque vã é a gloria dos homens, mas de grande proveito é a Glória de Deus.

Que neste ano a gente consiga chegar ao dia 31 de dezembro como filhos queridos e filhas amadas do Pai, que crescem para a Glória dELE.
E que no próximo ano, a gente continue a crescer sem ramos tortos e sem folhas secas impedindo os frutos de aparecerem.
E que tudo seja para louvor daquELE que vive e reina para todo o sempre. Amém !

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O Totem da Paz ( parte 1 )

 

Há mais ou menos uns 15 anos eu li uma historia que nunca mais me saiu da cabeça. Falava sobre traição e honra. Era o relato de um jovem missionário que chegou a uma aldeia no sertão da Africa, onde as pessoas cultuavam, veneravam e valorizavam a traição. Quanto maior fosse a traição cometida, maior honra a pessoa recebia por ter planejado a traição com todo ardil e sagacidade.

Aquele jovem missionario chegou e começou a contar a historia de Jesus Cristo O Filho de Deus. Quando falou sobre a traição de Judas, as pessoas daquele vilarejo ficaram eufóricas. Começaram a aplaudir a atitude de Judas. Quiseram honrar Judas pela traição tão perfeita. Imagina ! Trair com um beijo !!! Esse Judas era O cara ….. foi o que eles pensaram.

O missionario ficou frustrado com aquilo e tentou explicar a eles que o herói da historia não era Judas e sim Jesus. Mas de nada adiantou.

A noite, em sua cabana, ele orou a Deus pedindo sabedoria para ensinar aos daquela aldeia sobre o amor de Deus através de Jesus e Seu sacrifício na cruz do calvário. Todas as noites, ele dizia em sua conversa com Deus no meio da oração: “Senhor, estou esperando Sua ajuda. Quando virá? “ Mas nada acontecia.

Semanas se passaram ate que um dia, logo cedo pela manha, o jovem missionario estava na porta de sua cabana, com uma caneca de café nas mãos, olhando para o rio que passava la embaixo depois do pátio onde ficavam as cabanas . Ele viu quando um bote se aproximou das margens e dois homens fortes, com aspecto de guerreiros, desceram do barquinho e subiram ate o pátio , trazendo algo enrolado em panos. Parecia ser um bebê, mas não dava pra ter certeza. Eles estavam um pouco longe. O jovem missionario se esforçou para ver o que era, mas o máximo que conseguiu ver, foi que aqueles homens estenderam aquele ‘pacote’ para o chefe da aldeia que estava em pé no meio do pátio. O chefe pegou o ‘embrulho’ e virando – se para um dos rapazes que estava próximo, entregou a ‘encomenda’ a ele.

Os homens trocaram algumas palavras e o rapaz que agora estava segurando o ‘montinho de pano’ saiu andando apressado em direção a uma das cabanas. Logo depois este mesmo rapaz saiu carregando um bebe em seus braços. Ele reconheceu. Era a criança que nascera a poucas semanas, primeiro filho de uma jovem esposa. O homem que carregava a criança em seus braços era o pai do bebê. Atras dele saiu gritando e aos prantos, a mãe da criança recém nascida. O choro dela era desesperador e doía na alma de quem ouvia. Mas o pai do bebê seguia firme sem olhar para tras.

Quando chegou perto dos guerreiros que haviam descido do barco, ele entregou a criança para eles e só então abraçou a esposa, mãe da criança. Aqueles guerreiros que haviam chegado no barquinho, viraram – se e desceram ate o rio. Entraram no bote e lentamente foram subindo rio acima remando com toda calma. A mãe do bebé já não chorava mais, apenas gemia baixinho, sentada no chão de terra batida, soluçando com um olhar perdido e sem esperança.

Aquela cena intrigou o jovem missionario que esperou apenas alguns minutos e foi falar com o ‘professor’ da aldeia. Perguntou a ele o que havia acabado de acontecer e então o ‘professor’ começou a explicar dizendo: Esse bebezinho que chegou aqui hoje trazido por aqueles guerreiros é o Totem da Paz.

Vendo a cara de confuso do jovem missionario, o ‘professor’ então o convidou a sentar-se e começou a explicar , escolhendo as palavras com todo cuidado.

…. continua na proxima postagem

 

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